segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Feliz Natal todos os dias...


Leon Tolstói, relata, que um aldeão russo, muito devoto, tinha pedido em suas orações, durante alguns anos, que Jesus o viesse visitar, uma vez só que fosse, na sua humilde choupana.
Uma noite, sonhou, que o Senhor, no dia seguinte, havia de aparecer-lhe; e tão certo ficou de que assim sucederia que, apenas acordou, levantou-se imediatamente, entregando-se ao trabalho de pôr em ordem a choupana, para que nela pudesse ser recebido o hóspede celeste tão desejado. Apesar de uma violenta tempestade de granizo e neve, que durou todo o dia, nem por isso o pobre aldeão abandonou os preparativos domésticos, cuidando também da sopa de couves, que era o seu prato predileto, e olhando, de vez em quando, para a estrada, sempre à espera da feliz ocasião, não obstante a tempestade continuar implacável...
Decorrido pouco tempo, o aldeão viu que caminhava pela estrada, em luta com a borrasca de neve que o cegava, um pobre vendedor ambulante que conduzia às costas um fardo bastante pesado. Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor... levou-o para a choupana, pôs-lhe a roupa a secar ao fogo na lareira e repartiu com ele a sopa de couves, e só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada!
Olhando, de novo, através da vidraça, avistou uma pobre mulher toda embaraçada, à procura do caminho, na estrada coberta de neve. Foi buscá-la, e abrigou-a também na choupana, mandou-a aquecer-se ao lume benfazejo do lar, deu-lhe de comer, embrulhou-a na sua própria capa, e não a deixou partir enquanto não readquiriu força bastante para a caminhada!
A noite começava a cair. Contudo, nada havia que pudesse anunciar a vinda de Jesus!
Já quase sem esperanças, o pobre aldeão abriu a porta, ainda mais uma vez, e estendendo os olhos pela estrada, distinguiu uma criança e certificou-se de que ela se encontrava perdida no caminho, de tão cega que estava pelo granizo e pela neve...
Saiu mais uma vez, pegou na criança quase gelada, levou-a para a cabana, deu-lhe de comer, e não demorou muito para que a visse adormecida ao calor da lareira...
Sensivelmente impressionado, o aldeão sentou-se e adormeceu também ao fogo do lar, mas... de repente, uma luz radiosa, que não provinha do lume da lareira, iluminou tudo! E diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca!
-Ah! Senhor! Esperei-O por todo o dia e Vós não aparecestes, lamentou-se o aldeão...e Jesus lhe respondeu:
"Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: o pobre vendedor ambulante, a que socorrestes, aquecestes e deste de comer, era Eu!
A pobre mulher, a quem deste capa, era Eu!
E essa criança, a quem salvaste da tempestade, também era Eu..."
"O Bem que a cada um deles fizeste, a mim mesmo o fizeste!"

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